segunda-feira, 27 de julho de 2015

AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE CONQUISTA JUDICIALMENTE ADICIONAL DE GRAU MÉDIO DE INSALUBRIDADE;

  

Mantido adicional de insalubridade para agente comunitário de saúdeicon Imprimir

A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso do município de Rio Grande (RS) contra decisão que o condenou ao pagamento de adicional de insalubridade em grau médio a uma agente comunitária de saúde (ACS) da cidade.
A agente alegou que desde a admissão como empregada pública celetista, em setembro de 2008, só recebeu por alguns meses a parcela denominada "adicional de risco à saúde", em percentual abaixo do salário mínimo vigente. Na reclamação, sustentou o direito ao adicional de insalubridade em grau médio devido ao contato com agentes biológicos ao auxiliar na coleta de sangue de pessoas com patologias infectocontagiosas.
Em sua defesa, o município argumentou que as atividades exercidas pelos agentes comunitários de saúde não estão listadas no Anexo 14 da Norma Regulamentadora 15 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que regula e caracteriza as atividades insalubres.
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) manteve a sentença da 2ª Vara do Trabalho de Rio Grande que, considerando o laudo pericial, confirmou a insalubridade em grau médio. A decisão também autorizou o abatimento dos valores já pagos como "adicional de risco à saúde".
O relator do recurso do município ao TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, determinou a exclusão da condenação por entender que as atribuições dos ACS não estão na relação oficial do MTE. O relator apontou violação ao item 1 da Súmula 448 do TST e ressaltou entendimento da Segundo Turma que, em decisões anteriores, negou o adicional aos agentes de saúde.
O ministro José Roberto Freire Pimenta abriu divergência para que o recurso não fosse conhecido. Segundo ele, o adicional deve ser mantido, uma vez que o laudo oficial foi "emblemático" ao confirmar a atividade insalubre. O ministro ressaltou que outras Turmas da Corte têm tomado entendimento diferente sobre o tema, considerando a evolução do modelo assistencial de saúde no sentido de não se limitar mais aos ambientes hospitalares. O voto divergente destaca que a expressão "outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana", do Anexo 14 da NR 15, tem sido interpretado de maneira a garantir o benefício a diversas categorias, inclusive a dos ACS.
A ministra Delaíde Miranda Arantes acompanhou a divergência e o relator ficou vencido, mantendo-se, assim, a condenação do município. Após a publicação do acórdão, o município interpôs recurso extraordinário a fim de levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal.
(Alessandro Jacó/CF)
O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
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Tribunal Superior do Trabalho
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terça-feira, 21 de julho de 2015

Auxiliar de Enfermagem Portadora de Doença Osteomuscular recebe indenização via judicial

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Rede de clínicas indenizará auxiliar de enfermagem portadora de doenças osteomusculares

21/07/2015
A Clínica Médica Albert Einstein e a Clínica Santa Terezinha Ltda – Me foram condenadas, na 10ª Vara do Trabalho de Brasília, a pagar indenização por danos morais e materiais a uma auxiliar de enfermagem, que desenvolveu doenças osteomusculares devido à intensidade e à repetição dos movimentos realizados durante a execução de suas tarefas. 

De acordo com a sentença do juiz Ricardo Machado Lourenço Filho, a trabalhadora receberá R$ 20 mil de indenização por danos morais e R$ 1 mil de pensão mensal vitalícia, a partir de novembro de 2012, incluindo os 13º salários. Conforme informações dos autos, a auxiliar de enfermagem executava serviços de estética em geral.
Segundo o magistrado, o laudo pericial concluiu que a atividade exercida pela auxiliar de enfermagem provavelmente contribuiu para o desenvolvimento de algumas doenças osteomusculares no membro superior, ou seja, num dos braços da trabalhadora. “Na hipótese dos autos, o dano está devidamente demonstrado”, declarou.
O juiz responsável pelo caso também observou que a perícia declarou a incapacidade da trabalhadora para a função de auxiliar de enfermagem. Além disso, as clínicas não conseguiram comprovar nos autos o cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho. “Não há prova alguma de nenhuma conduta tendente à adoção de medidas voltadas à ergonomia no local de trabalho”, pontuou o magistrado.
Com isso, a sentença reconheceu a culpa e a negligência das clínicas, que contribuíram para o desenvolvimento de doença ocupacional na trabalhadora. “A ocorrência de acidente do trabalho ou de doença profissional atinge os direitos da personalidade do trabalhador e fere seu patrimônio imaterial, gerando o direito à reparação”, concluiu o juiz.
(Bianca Nascimento)
Processo nº 0000064-88.2014.5.10.010
Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial. Permitida a reprodução mediante citação da fonte. Núcleo de Comunicação Social - Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região – Distrito Federal e Tocantins. Tel. (61) 3348-1321 – imprensa@trt10.jus.br.

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

30 horas para servidores municipais é possível, veja...



 O ASSUNTO O QUAL TRATAREMOS ESTA DIRECIONADO NESTE MOMENTO AOS SERVIDORES MUNICIPAIS DA CATEGORIA DE ENFERMAGEM.
OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM REGIDOS PELA CLT DEPENDEM DA APROVAÇÃO DO PL 2295/2000 QUE SE ENCONTRA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS AGUARDANDO VOTAÇÃO NO PLENÁRIO; A NÃO SER QUE UM DIA DESSES OCORRA UMA REVOLUÇÃO E A ENFERMAGEM ACORDE APÓS DÉCADAS DE HUMILHAÇÃO E FAÇA VALER SUA REPRESENTAÇÃO.

COMO CONSTRUIR UMA MOBILIZAÇÃO EM SEU MUNICÍPIO A FAVOR DAS 30 HORAS.

  • REALIZAR REUNIÕES COM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DE SEU MUNICÍPIO QUE CONTEMPLE AS TRÊS CATEGORIAS, AUXILIARES - TÉCNICOS E ENFERMEIROS.
  • IDENTIFICAR E APOIAR PROFISSIONAIS COM ESPIRITO DE LIDERANÇA.
  • NESTA REUNIÃO FORMAR UM GRUPO COESO QUE FUTURAMENTE PODERÁ NEGOCIAR PROJETO DE LEI EM NOME DESTA CATEGORIA.
  • É IMPRESCINDÍVEL O ENVOLVIMENTO DE TODOS;ISTO É: QUANTO MAIS PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS NA LUTA MAIS RÁPIDO E SEGURO O GRUPO ALCANÇARÁ O OBJETIVO PARA TODOS ( UNIDOS SOMOS FORTES, DESUNIDOS SOMOS FRÁGEIS E NINGUÉM NEGOCIA COM FRACOS!).
  • IMPORTANTE! REGISTRE EM ATA A REUNIÃO SEU OBJETIVO ( APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE LEI DE 30 HORAS PARA OS SERVIDORES DE ENFERMAGEM DESTE MUNICÍPIO ), NÃO ESQUEÇAM DE ENVOLVER O MÁXIMO DA CATEGORIA NESTA REUNIÃO COMO TAMBÉM O ACENTO DE TODAS AS ASSINATURAS PARTICIPANTES DA MESMA. JUSTIFIQUEM EM ATA O PEDIDO DAS 30 HORAS, COMO JÁ É DE CONHECIMENTO DE TODOS A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM GERA STRESS EMOCIONAL COMO A SÍNDROME DE BURNOUT A EXPOSIÇÃO CONSTANTE A RISCOS FÍSICOS, BIOLÓGICOS, QUÍMICOS, RADIOATIVOS ENTRE OUTROS...ATÉ PORQUE O ATENDIMENTO CONSTANTE AO SER HUMANO SE DA EM ESTAR DE BEM CONSIGO MESMO...
  • CITEM NA ATA QUE A MESMA SERA PROTOCOLADA JUNTO AO PREFEITO DO MUNICÍPIO E AO PRESIDENTE DA CÂMARA DE VEREADORES SOLICITANDO REUNIÃO COM O PRIMEIRO E AUDIÊNCIA PÚBLICA COM O SEGUNDO.
  • IMPORTANTE VISITA AOS GABINETES DOS VEREADORES PARA ANGARIAR APOIOS.
  • PASSEATA NAS PRINCIPAIS AVENIDAS DA CIDADE GERA IMPACTO E APOIO DA POPULAÇÃO.
  • APÓS PROTOCOLAR PEDIDO DE REUNIÃO COM O PREFEITO (A) ANTECIPO A TODOS QUE O PRINCIPAL ARGUMENTO SERA O IMPACTO FINANCEIRO DA FOLHA, MAS NÃO DESANIMEM, IMPORTANTE NESTE MOMENTO SE ENVOLVEREM E TEREM O CONHECIMENTO DA FOLHA DE PAGAMENTO DO EXECUTIVO COMO CARGOS COMISSIONADOS E CARGOS DE CONFIANÇA. NÃO ESQUEÇAM TAMBÉM QUE O GOVERNO FEDERAL REPASSA VALORES PARA A MANUTENÇÃO PSF ENTRE OUTRAS;POR ISSO É BOM TER O CONHECIMENTO DE RUBRICAS QUE MOVEM ESTE E OUTROS PROGRAMAS.
  • SE PUDEREM É BOM TER O APOIO DO DIEESE E ASSESSORIA JURÍDICA. 
  • SE TIVEREM OPORTUNIDADE E TEMPO ENTREM CONTATO COM PROFISSIONAIS SERVIDORES DE ENFERMAGEM DO MUNICÍPIO DE CAMPO LARGO - FOI ESTE CAMINHO QUE ELES REALIZARAM CONOSCO E OBTIVERAM SUCESSO,
  • POR ÚLTIMO ABRAÇO A TODOS E BOA SORTE.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Atraso de Salários - Rescisão Indireta

A legislação permite que qualquer empregado peça a rescisão do contrato de trabalho e ainda receba as verbas indenizatórias quando irregularidades cometidas pelo empregador tornarem "intolerável" a continuidade da prestação do serviço.
Nesses casos, o trabalhador recebe todos os direitos como se tivesse sido demitido sem justa causa: aviso prévio, multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), liberação do fundo e a possibilidade de dar entrada no seguro-desemprego.
O direito está previso na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre os motivos que podem levar à rescisão indireta, como é chamada o pedido de demissão nessas circunstâncias, está o assédio moral, "o rigor excessivo" por parte da empresa ou o descumprimento do contrato de trabalho – veja abaixo todas as situações previstas em lei.
SAIBA MAIS SOBRE A RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE TRABALHO
O que é?
Quando o trabalhador solicita a rescisão do contrato por conta de alguma irregularidade cometida pelo empregador ou por seus superiores.
Qual o direito do trabalhador nesses casos?
Receber as verbas indenizatórias como se tivesse sido mandado embora sem justa causa – aviso prévio, multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), liberação do fundo – e poder pedir o seguro-desemprego.
O que é considerada irregularidade por parte da empresa?
– Exigir serviços superiores aos limites do trabalhador.
– Determinar trabalhos contrários aos "bons costumes" ou alheios ao contrato de trabalho.
– Tratar o empregado com "rigor excessivo".
– Expor o empregado a "perigo manifesto de mal considerável" (por exemplo, não oferecer equipamentos de segurança para trabalhos insalubres).
– O empregador descumprir as obrigações de contrato (atrasar salários ou mudar a cidade de trabalho sem consultar o empregado, por exemplo).
– Ferir a honra ou "boa fama" do trabalhador ou seus familiares.
– Agredir fisicamente o empregado, salvo em caso de legítima defesa
– Reduzir o trabalho do empregado que ganhe por tarefa ou comissão de forma a reduzir "sensivelmente" o salário (não vale para os casos em que a empresa estiver com dificuldades financeiras).
Que outras circunstâncias podem levar o trabalhador a pedir rescisão indireta?
– No caso de morte do empregador de empresa individual.
– No caso de a empresa suspender o empregado por mais de 30 dias consecutivos (por exemplo suspensões decorrentes de faltas do empregado, elas não podem ter prazo superior a um mês).
– Os menores de idade, caso estejam em trabalhos prejudiciais à saúde e ao desenvolvimento físico e moral, podem pedir rescisão caso a empresa não mude as funções.
Como deve proceder o trabalhador?
Diante de situações passíveis de rescisão indireta, o trabalhador deve procurar orientação jurídica – do sindicato da categoria ou advogado trabalhista – e protocolar um processo na Justiça do Trabalho.
Ao entrar com a ação, o empregado pode deixar de ir ao trabalho?
Somente pode deixar de ir ao trabalho no caso de a empresa descumprir o contrato de trabalho ou redução do salário. Nesses casos, durante a tramitação do processo ele pode ficar afastado até uma decisão final. Se perder a ação, deve voltar ao trabalho no dia seguinte. Nos outros casos previstos, ele pode pedir uma liminar que o autorize a ficar afastado das funções durante o processo. Se a Justiça não conceder, deve ir ao trabalho sob risco de ser demitido por justa causa por abandono de emprego.
Quanto tempo depois do cometimento da falta pelo empregador o trabalhador pode entrar com processo?
Segundo juízes consultados, a ação deve ser imediata para não se configurar "perdão tácito" por parte do trabalhador.
Fonte: artigos 407, 474 e 483 da Consolidação das Leis do Trabalho
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª região, Minas Gerais, analisou na semana passada um caso de rescisão indireta no qual a empregada soliticou o direito por "rigor excessivo". Segundo o processo, o empregador restringiu a utilização do banheiro e cronometrou o tempo de uso pelo trabalhador.
O juiz mineiro e professor de direito trabalhista Fernando Luiz Gonçalvez Rios Neto, de Belo Horizonte, citou que cada caso é analisado com"proporcionalidade e razoabilidade".
"Por exemplo, um certo controle sobre o empregado, a empresa pode ter. Mas não pode ser abusivo", comentou.
Segundo ele, os pedidos de rescisão indireta são cada vez mais comuns na Justiça trabalhista. "Já foi um tipo de ação rara, mas hoje está muito comum. Parece que o dano moral e a rescisão indireta viraram moda."
De acordo com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª região (Rio Grande do Sul), o desembargador João Ghisleni Filho, a interpretação do que pode ser considerado como irregularidade do empregador é subjetiva.
"É uma questão ampla e vai depender da interpretação do juiz em cada caso", explica. Segundo o desembargador, os casos mais comuns se referem a atrasos no salário. "Entra na alínea (do artigo 483 da CLT) porque descumpre o contrato ao não pagar no prazo previsto."
Ghisleni Filho diz ainda que a Justiça analisa os casos "com parcimônia" para evitar que trabalhadores que tentam ser mandados embora se aproveitem do direito.
"Às vezes os trabalhadores querem sair do emprego e o empregador não quer despedir. O empregado não quer prejuízo porque não pode movimentar o fundo de garantia e vem a juízo tentar a rescisão."
As ações sobre rescisão indireta não são prioritárias na Justiça do Trabalho e podem levar cerca de seis meses para serem analisadas dependendo da região do país.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

PARA NÃO ESQUECER; NÓS ESTÁVAMOS LÁ...

Projeto que estabelece 40 horas para técnicos e auxiliares recebe parecer pela rejeição

O projeto de lei nº 6813/2010, de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), aprovado em 2010 pelo Senado Federal, recebeu parecer pela rejeição do deputado Gilberto Carvalho (PT-SE), relator da proposta, que se encontra na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados. O PL trata sobre a regulamentação da jornada de técnicos e auxiliares de enfermagem em 40 horas semanais e fixa o piso salarial de técnicos de enfermagem em R$ 782 e de auxiliares de enfermagem em R$ 598. De acordo com a deputada Enfermeira Rejane, a proposta caminha na contramão dos projetos 2295/2000 - que dispõe sobre a regulamentação da jornada de 30 horas semanais e aguarda aprovação há doze anos – e 4924/09 – que estabelece o piso salarial nacional para a categoria.

“A carga horária de no máximo 30 horas semanais é uma recomendação também da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para os profissionais de saúde, pois são categorias que contam com o desgaste físico e emocional. O PL 2295/00 proporciona uma isonomia ao enfermeiro, pois outras categorias da área de saúde já usufruem de cargas horárias menores, como os médicos (20 horas semanais), os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais (30 horas) e os técnicos em radiologia (24 horas)”, afirma a deputada.

Em seu relatório, o deputado argumenta: “ao longo das negociações com os trabalhadores [...] tive a grata oportunidade de me reunir com diversas entidades específicas do setor saúde, dentre as quais menciono o COREN/SE (Conselho Regional de Enfermagem do Estado de Sergipe), COFEN (Conselho Federal de Enfermagem), ANATEN (Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem), FNATE (Fórum Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem), SATEMRJ (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro), SINDATE-DF (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Distrito Federal), SATENPE (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado de Pernambuco), SINDIPROENF-PR (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado do Paraná).

Em todas as oportunidades, essas vozes qualificadas pela legítima representação, de defesa dos interesses individuais e coletivos de sua base social foram uníssonas em nos solicitar o apoio no sentido de rejeitar, na qualidade de relator, a tramitação do PL 6813/2010, na esteira das considerações que tratamos anteriormente, por não se justificar em seu mérito, produzindo uma inaceitável disparidade entre os profissionais de enfermagem do Brasil.”

A redução da jornada da enfermagem vai significar a abertura de 21.965 novos postos de trabalho, com um impacto financeiro muito pequeno, de apenas R$ 259,4 milhões anuais, o equivalente a 0,021% do Orçamento da União de 2009.
O PL 4924/09, além de fixar um piso salarial de R$ 4.450,00 mensais para o enfermeiro; de R$ 2.325,00 para o técnico de enfermagem, e de R$ 1.860,00 para o auxiliar. Pela proposta, os valores serão reajustados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Presidente da Câmara dos Deputados mantém PL 30h em Regime de Urgência


PL já foi aprovado em todas as comissões e aguarda votação na Câmara dos Deputados
Em despacho exarado no Requerimento nº 1.428/2015, nesta terça-feira (07), o Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Eduardo Cunha, deixou de dar seguimento ao pedido visto que a proposição principal a que se referia o requerimento já se encontra em Regime de Urgência.
O regime de urgência dispensa algumas formalidades regimentais, a proposição poderá ser colocada na Ordem do Dia da sessão deliberativa a qualquer momento, desde que haja consenso por parte dos líderes de partidos. Na Câmara, a tramitação do Projeto de Lei nº 2295/00 já dura 15 anos. Os deputados aprovaram a redução em todas as comissões de mérito, sem alteração. Falta apenas a votação final, no Plenário, o que ainda não aconteceu devido à falta de um acordo definitivo entre os partidos, o governo e o setor privado.
A regulamentação da jornada de trabalho, já estabelecida para outros profissionais de saúde, é uma reinvindicação história dos profissionais de enfermagem. O projeto de lei, tem apoio do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e entidades representativas da profissão. A jornada excessiva está associada a um aumento exponencial nos erros e acidentes de trabalho, representando um risco à Saúde pública, além do desgaste profissional.
“A votação do projeto de lei não é uma realidade próxima, a atual composição do Congresso Nacional nos mostra uma conjuntura desfavorável a enfermagem, mas, o Sistema Cofen/Conselhos Regionais e as entidades representativas da Enfermagem brasileira estão mobilizados e não vão recuar”, destacou Manoel Neri – Presidente do Cofen.
Fonte: Ascom/Cofen

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Doença laboral: trabalhador ganha direito de "demitir se da empresa"


Um funcionário do frigorífico da Sadia, em Toledo, obteve na Justiça o direito à rescisão
 indireta do trabalho após desenvolver doença devido às condições ergonômicas inadequadas
 na linha de corte de suínos. No processo, ficou comprovado que a empresa não alterou
 as funções do empregado mesmo após o agravamento da doença no ombro esquerdo, 
provocada por movimentos repetitivos.
A rescisão indireta está prevista no artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
quando ocorre falta grave do empregador, sendo motivo justo para o rompimento do contrato 
por parte do empregado com o direito às verbas rescisórias de uma despedida sem justa causa
 - inclusive quanto à multa de 40% do FGTS.



A Justiça também decidiu que o trabalhador da Brasil Foods, controladora da marca Sadia,
 deverá ser indenizado em R$ 6 mil por danos morais. A 5ª Turma do Tribunal Regional
 do Trabalho do Paraná entendeu que a empresa deu causa à rescisão indireta ao não 
tomar providências para garantir um ambiente de trabalho seguro. Da decisão, ainda 
cabe recurso.
O reclamante foi contratado em 2003 para exercer a função de operador de produção.
 Durante mais de dez anos trabalhou no setor de corte de suínos. O empregado executava
 diariamente, em pé e em mobiliário inadequado, cerca de 1080 flexões no ombro, 
sempre com esforço de manuseio de cargas entre 1 Kg e 16 Kg. O resultado foi o 
desenvolvimento da doença tendinopotia do supraespinhoso do ombro esquerdo, 
que provocou incapacidade temporária para o tipo de serviço executado.
A Brasil Foods foi informada do agravamento das condições de saúde, mas não alterou
 as funções do reclamante. Em 2004, o funcionário ajuizou ação na Justiça do Trabalho,
 pedindo rescisão indireta e indenização por danos morais.
Na contestação, a Brasil Foods afirmou que não foi comprovada a falta grave. Ressaltou
 ainda que uma suposta inobservância de condições ergonômicas e normas de saúde
 e higiene não são causas de descumprimento contratual.
O juiz Fabricio Sartori, da 1ª Vara de Toledo, com base na prova pericial, concluiu 
que o ambiente de trabalho foi a causa do aparecimento da doença. O magistrado 
destacou ainda que a Brasil Foods não observou a Norma Regulamentadora 17 do
 Ministério do Trabalho e Emprego quanto ao mobiliário adequado para executar 
os serviços com segurança. Para o juiz, a falta da empresa foi "grave o suficiente 
de forma a impedir a continuidade do vínculo de emprego".
A 5ª Turma do TRT-PR confirmou a decisão de primeiro grau. Segundo o juiz convocado
 Sérgio Guimarães Sampaio, relator do acórdão, a rescisão indireta "justifica-se pela
 existência de condições laborais inadequadas a configurar risco à saúde do empregado 
já anteriormente acometido por doença do trabalho".
Notícia publicada em 01/07/2015

Stock photo © savasciogullari

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(41) 3310-7313

CONTATO: vemenfermagem@gmail.com

ELEIÇÕES 2018, E AGORA!

''Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram m...